Ilha do Marajó, Soure, Amazônia…

Já estamos completando o último terço da viagem. Muitas emoções, grandes aventuras e uma certeza, a estrada é o melhor lugar para se estar. Estou agora postando direto do hotel Marajó, na cidade de Soure, lugar tido como a capital desta ilha incrível.

Aqui visitamos praias terrivelmente lindas, conhecemos lugares intocáveis, tivemos grandes visões e experiências. Estou orgulhoso de meus filhos e de minha mulher, que se mostraram verdadeiros mochileiros, aventureiros de primeira, superando todos os medos.

Me despeço agradecendo a visita e o apoio de todos. Em São Paulo trabalharemos mais, e colocaremos nossas reflexões aqui, para que outras pessoas possam também se programar e vir para a floresta, conhecê-la.

O objetivo é tornar este blog um meio de passar informações úteis para o mochileiro incauto que se aventurar pela amazônia, principalmente pelo estado do Pará.

Obrigado mais uma vez. Até a próxima expedição!!!!

Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves

O terceiro dia foi destinado ao Bosque Rodrigues Alves, que deve ter uma áreas três vezes maior que o museu Goeldi. Este bosque é de responsabilidade da prefeitura de Belém e sua conservação não é das melhores.

Ele oferece poucas informações ao turista, que tem que sair andando e se virar para achar suas atrações.

Lá também encontram-se animais soltos. Muitos macacos e algumas Araras com as asas cortadas são encontrados no centro do bosque. Um tanque com um enorme peixe Boi também é visto por lá.

A diverssidade de árvores são outro destaque. O lugar é muito fechado e a respiração chega a ser dificultada pelo clima abafado e muito quente.

Dentro do bosque encontramos duas estátuas muito interessantes, uma do famoso Curupira e outra do lendário Mapinguari, guardião da floresta Amazônica.

O explorador Jean Batista Apolinário Costa encontra o mítico Mapinguari

Vamos novamante até a Wikipédia:

O Mapinguari (ou Mapinguary) seria uma criatura coberta de um longo pêlo vermelho vivendo na Floresta Amazônica. Segundo povos nativos, quando ele percebe a presença humana, fica de e alcança facilmente dois metros de altura. Seus pés seriam virados ao contrário, suas mãos possuiriam longas garras e a criatura evitaria a água, tendo uma pele semelhante a de um jacaré.O mapinguari também possui um cheiro horrivel semelhante a de um gambá esse mau cheiro serve para a presa ficar tonta para pegar com facilidade sua boca se estende do peito até a barriga.

Os cientistas ainda desconhecem essa criatura. Uma hipótese que explicaria a existência do Mapinguari, sugerida pelo paleontólogo argentino Florentino Ameghino no fim do século XIX, seria o fato da sobrevivência de algumas preguiças gigantes (Pleistoceno, 12 mil anos atrás) no interior da Floresta Amazônica.

Entre muitos, o ornitólogo David Oren chegou a empreender expedições em busca de provas da existência real da criatura. Não obteve nenhum resultado conclusivo. Pêlos recolhidos mostraram ser de uma cutia, amostras de fezes de um tamanduá e moldes de pegadas não serviriam muito, já que como declarou, “podem ser facilmente forjadas”.

Museu Emílio Goeldi

Nosso segundo dia em terras paraenses foi reservado para visitar o Museu Emílio Goeldi, um dos mais antigos  centros de pesquisa científica da amazônia. O lugar fica incrustado no centro de Belém e preserva em seu interior amostras da fauna e da flora da grande Amazônia.

O preço do ingresso custa R$ 2,00 e crianças com até 10 anos de idade entram na  “vasca”, os seja, pagam porra nenhuma. 

 

Vamos para a Wikipédia:

O Museu Paraense Emílio Goeldi é a mais antiga instituição pesquisa na região amazônica, localizado em Belém, capital do estado do Pará (Brasil), cujas atividades se concentram no estudo científico dos sistemas naturais e culturais da Amazônia, assim como na difusão de conhecimentos e coleções relacionadas à região. É reconhecido mundialmente como uma das mais importantes instituições de investigação científica sobre a Amazônia brasileira.

O Século XIX foi o auge das expedições naturalistas à Amazônia. Desde os primeiros anos, acorreram à região viajantes ingleses, alemães, franceses, italianos, estadunidenses e russos. A abertura dos portos em 1808, tornou o Brasil mais acessível aos viajantes naturalistas e artistas que vieram com grande entusiasmo para estudar e retratar a natureza amazônica.

Samaúma

Em 25 de março de 1871, o governo do Estado do Pará instalou, oficialmente, o Museu Paraense [1], sendo Domingos Soares Ferreira Penna designado seu primeiro diretor. Mas sua instalação foi precária. Faltava pessoal e apoio para as pesquisas. As coleções existentes acabaram se perdendo pelas más condições de conservação. A produção científica praticamente se resumiu aos próprios trabalhos de Ferreira Penna, sobre Geografia, Arqueologia e outros assuntos. Com a morte do naturalista, nos primeiros dias de 1889, o Museus ficou acéfalo e acabou sendo fechado.

Jacaré que habita o Museu Goeldi: 70 anos!

Na segunda metade daquele século, o enriquecimento da região, trazido pela exportação da borracha, propiciou a formação de uma “classe ilustrada”, em Belém, responsável por um movimento cultural que deixou marcas, até hoje visíveis, na cidade. A criação de associações culturais, jornais e partidos políticos; a frequente visita de naturalistas, artistas e aventureiros; o embelezamento e urbanização da cidade, fizeram de Belém a “Metrópole da Amazônia”.

Três ilustres republicanos foram responsáveis pela reabertura e reforma do Museu Paraense: Justo Chermont (o primeiro governador republicano), José Veríssimo (diretor da Instrução Pública e mentor da recuperação do museu, iniciada em 1891) e Lauro Sodré (governador a partir de 1893).

Influenciados pelo Positivismo (corrente filosófica que valorizava o saber como fato útil, prático e verdadeiro), esses homens perceberam a importância que o Museu Paraense – obra bastarda da Monarquia – poderia ter.

Um teco da floresta no centro da cidade.

Harpía

O passeio dentro desta instituição é recheado de surpresas, Iguanas soltas, passeando livremente pelo espaço, assim como, Cotias e Preás. O Museu Goeldi também encanta ao nos apresentar a famosa Harpia da Amazônia e a Onça pintada, além dos famosos Jacarés. Inclusive existe um exemplar deste animal vivendo no museu a 70 anos!!!!!!

O marco da aventura foi nos defrontarmos com uma Samaúma, das maiores árvores que existem no planeta.

Como não poderia ser diferente, uma visita “rápida” à livraria do museu. Compramos muitas coisas boas que depois, com tempo, postaremos aqui!

SAMAÚMA: A Samaúma é uma árvore frondosa, considerada sagrada para ao antigos povos “maia” e os que habitam as florestas.

Pertence às famílias bombacáceas. (Ceiba Pentandra Gaertn).

Consta que é nativa da América do Sul e África, onde atinge a desproporcional altura de setenta metros. Sem dúvida compondo, em conjunto, as mais altas de todas as árvores.

É comum que se destaque no meio das demais, como as castanheiras, atingindo 35 a 45 m. Sua copa ocupa uma enorme extensão porque seus ramos horizontais são longos e abundantes.

A SAMAÚMA é tida como a “Mãe da Floresta” pela altivez e pelo que se constitui. Chamam-na também de barriguda; sumaúma; samaumeira ou sumaumeira.

É também muito admirada por sua beleza natural, pelos mistérios que a cercam e pelas propriedades medicinais inexploradas.

Copa de uma das Samaumeiras que existem no museu.

Sempre é ligada às coisas da natureza. Na Amazônia, onde se encontra em extinção, é nome de cinco ilhas fluviais: no Tocantins, no Tapajós, no Uaupés, a do Cuminá e a do Curuá. Fonte: http://www.samauma.biz/

A famosa Vitória-régia!

O Jean ficou encantado com o tamanho da árvore, esta media uns 20 metros de altura e tinha pelo menos uns 15 métros de circunferência (posteriormente encontramos uma árvore maior ainda).

O grande Amazonas

Nosso primeiro dia, efetivo, na cidade de Belém foi consumido na aclimatação. Na noite de chegada, dia 04, literalmente rolamos na cama para tentar dormir e respirar. O calor e a umidade são intolerantes. Para as crianças uma cama sempre será uma cama e eles logo caíram no sono profundo da terra de Morfeu. Mas para nós, trintões aventureiros, a situação se agravou, o extress da jornada, e o ambiente desconhecido levam até mesmo o mais cansado dos homens a não sucumbir ao sono, permanecendo naquele maldito estado de alerta, nem dormindo nem acordado, coisa que ocorreu comigo e com Izabel. Ponto para o cérebro humano, guardião, de prontidão! Nos fodemos, mas tá valendo.

Dia 05, terça, depois do almoço (peixe), nos dedicamos a realizar um passeio relaxante, sem compromisso por algum ponto fundamental do turismo em Belém. A escolha foi um lugar chamado “Estação das Docas”, que fica localizado na foz do rio Amazonas, também conhecido como baía do Guajará (Guajará que por sua vez é o nome de uma árvore nativa, abundante por lá).

O lugar serviu durante séculos de porto e depósito, mas viveu nos anos 1990 do século passado uma transformação. No lugar de galpões e estaleiros instalaram uma orla turística, cheia de restaudantes, bares, sorveterias, postos de serviço e tudo o mais para agradar o bom turista.

Nos dirigimos para lá por volta das 16h, chegando a tempo de apreciar o por do sol (infelizmente nublado). Encontramos por lá um serviço de barco que oferece tipos diferenciados de passeios, alguns com preços muito elevados (até R$ 110), o que nos demoveu da ideia desta aventura.

Decidimos então apreciar uma cerveja, auto intitulada como a única manguaça artesanal da região, seu nome: “Amazon beer”. Eu tomei umas 4 (servidas em copos de choop). Muito boa, nota 8!! para ela. Na sequência pedimos uma isca de peixe (não recomendado, sem tempero, sal, nada). Pasteis variados (chamados de pastel paidégua), sorvetes de Cupuaçu, Taperebá… E por fim eu bati um Tatacá, uma comida indígena que é servida em uma cuia e traz goma, tucupi (suco extraído da mandioca), jambú (erva que adormece a boca), pimenta de cheiro e camarão.

Encerramos o primeiro dia vendo a noite cair, calma e silenciosamente diante da foz do grande rio amazonas. Sensacional!

PS: O músico “chimbinha” da banda de bnrega “Colapso” (huahuahauhau) estava duas mesas atás da gente, era s´[o o que nos faltava.

Notas para novo post: Samaúma: O dia 06 de julho vai entrar para a história dos meus dos filhos, Jean e Isabela, pois foi quando eles entraram em contato com um grande símbolo, uma excência da floresta Amazônica. E qual seria a excência? Do meu ponto de vista vos digo:  a excência da floresta pode ser resumida a uma única árvore, a Samaúma.

Uma jornada muito esperada: dos 7 para os 35 graus!

Jack aguardando embarque no portão nº 05 

Saímos de Santo André com destino ao aeroporto de Guarulhos por volta das 8h da manhã de segunda feira, dia 04 de julho. O dia estava realmente frio, com uma garoa cortante. No rádio do Taxi uma emissora informava a temperatura míniama para o dia: 07 graus! Fodeu, eu pensei, estamos indo para Belém, lugar onde a palavra frio inexiste no vocabulário, ou seja, choque térmico na certa!

Chegamos ao aeroporto internacional, realizamos o check-in das mochilas e fomos comer algo. Por ser mês de julho eu esperava um grande movimento no aeroporto, coisa que constatamos rapidamente, férias escolares sempre são apontadas como causadoras dos famosos caos aéreos que no Brasil ocorrem a toda hora.

Eu temia por algum atraso em nossa partida e meu filhote, Jean, não parava de perguntar as horas, demonstrando grande ansiedade diante de seu primeiro vôo. Minha nega, Izabel, estava relativamente calma. Eu e a minha filhota, Isa, diferentemente  dos nossos pares, estávamos bem desencanados, seria apenas mais um vôo.

Eu e filhote

Já na sala de espera, no portão de embarque nº 05, descobrimos na última hora que o local fora mudado para o portão 07. Corremos, nos acomodamos e decolamos pontualmente às 11h05 com destino a Belém, Estado do Pará, Amazônia! Como previsto o vôo foi incrívelmente tranquilo, desenvolvendo velocidade de cruzeiro, a 800 km por hora e a 10 mil metros de altitude. O avião era um TAM, A320!

Escolhemos perto da asa, sempre assim.

Pousamos na capital da amazônia às 14h25 minutos num calor infernal de 35 graus, carregando vários casacos de frio, agora inúteis. Hehehehe.

Depois eu continuo e atualizo…